Doença, doença, doença

Doença, doença, doença

Existe algo de muito errado na nossa sociedade. O número de estupros aumenta cada vez mais. Cada homem é, no mínimo, filho de uma mulher. Pode também ser irmão de uma, ou várias. Pai de outras. Marido de algumas. Foi parido por uma mulher. Como pode um ser guardar tanta raiva contra outro? Será que estamos errando na educação? Aquela que deve ser dada em casa? Ou a falta de condições financeiras impede uma evolução correta da personalidade?

Em todas as classes sociais ocorre esse tipo de crime. Será um dos resultados da pornografia que serve, muitas vezes, como educadora sexual da maioria dos homens? O estupro é uma questão de violência, de dominação. Que necessidade tão grande de se mostrar maior, mais forte, mais poderoso é essa?

Pode ser aquele caso da pessoa que é espezinhada por todos, desde o patrão rigoroso, passando pelo guarda de trânsito, até chegar no filho de 4 anos que não obedece. O homem não ganha o que acha que merece, não é valorizado por ninguém, e então dirige sua raiva como uma metralhadora enlouquecida contra a humanidade.

É possível que o homem não consiga visibilizar nitidamente o que o incomoda, e desabafa no mais fraco. A impotência masculina, no seu verdadeiro sentido, ou seja, em não conseguir dirigir sua própria vida, pode ser a origem de tamanha agressão. Além disso, o fato de sempre considerar a mulher como objeto, pode fazer falhar a capacidade de empatia, e revelar uma grande violência.

É preciso repensar cada etapa da educação, da criação de nossos meninos. É preciso colocar mais responsabilidade na educação.

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